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Complexo, Compreensivo e Pragmático
Para tecer comentários a respeito deste tema fiz uma pesquisa e, entre muitos materiais, encontrei um doutorando chamado Edmundo Inácio Junior que redigiu uma resenha do livro Introdução ao pensamento complexo, de Edgar Morin. Para aqueles que se interessarem o link está disponível ao final deste texto.
“Paradigma da simplicidade” e por conseguinte o “conflito da simplicidade”, são expressões que nos remetem a estratificação, a divisão, ao “modus operandi da ciência: separar (distinguir ou desunir); unir (associar, identificar); hierarquizar (o principal, o secundário); e centralizar (em função de um núcleo de noções mestras)” in INACIO JR.
Diversas áreas do conhecimento, durante muito tempo, acumularam conhecimento a partir desta simplicidade e hoje se ampliam para novas fontes de inspiração. Podemos pensar em inovações tecnológicas que tiveram como ponto de partida a biologia ou outras áreas do conhecimento, saindo do modelo simples de causa e efeito dentro de um mesmo sistema.
Mas se a complexidade tem permeado a evolução do pensamento, em especial na última década, a compreensão ainda esbarra na dificuldade em dialogar e respeitar, a introjeção do complexo com aceite da diversidade e que esta, por sua vez, pressupõe a existência de diferenças que não podem ser julgadas com a mesma escala de valores que criticamos aquilo que cerca nosso universo. Logo, significa rever as posturas egocentradas, que impõe ao outro nossa forma de ver e viver valores. Mas isto requer amadurecimento emocional, autonomia, autenticidade, autoconhecimento e responsabilidade para com minhas atitudes. Ou seja, pensar, sentir e agir de forma harmônica. Lembrando que harmonia significa a convivência das diferenças, tal qual temos em uma orquestra em que diferentes instrumentos se complementam de forma a produzir uma obra que um único instrumento não desempenharia com a mesma beleza.
“Para Morin (p. 101) razão corresponde à “vontade de ter uma visão coerente das coisas e dos fenômenos. Tem um aspecto incontestavelmente lógico”. Já a racionalidade “é o jogo, o diálogo incessante entre o nosso espírito que cria estruturas lógicas, que as aplica sobre o mundo e que dialoga com o mundo real.” (p.102). O pensamento complexo “[...] não tem nunca a pretensão de esgotar num sistema lógico a totalidade do real, mas tem vontade de dialogar com o que lhe resiste” (p. 102). A racionalização consiste “em querer encerrar a realidade num sistema coerente. E tudo o que, na realidade contradiz este sistema coerente é desviado, esquecido, posto de lado, visto como ilusão ou aparência” (p. 102)” in INACIO JR.
O pragmatismo, acompanhado do pensar a luz da razão, do sentir esculpido com autoconhecimento, auto-respeito e auto-estima, facilita a convivência em uma sociedade com maior “justiça social (solidariedade com a geração presente), proteção ambiental (solidariedade com a geração futura) e eficiência econômica” SACHS, Ignacy. Este economista foi o principal responsável pelo desenvolvimento teórico dessa proposta originada em 1968, em Paris, na Biosphere Conference.
Sites interessantes neste tema:
http://www.bibvirtuais.ufrj.br/estudosculturais/
http://edgarmorin.sescsp.org.br/arquivo/default.asp
http://edgarmorin.sescsp.org.br/arquivo/download/arquivos/morin_uniconheci.doc
http://edgarmorin.sescsp.org.br/arquivo/download/arquivos/MorinResenhaFinal.doc
criado por lucinovk
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